Poucos concordam com essa teoria, mas vamos dar de lambuja de que ela esteja certa

Não seria ótima uma economia de mais de 25 milhões de reais? - Por Segio Pires

Há quem ache que o salário de vereadores, caso eles dessem duro e cumprissem suas obrigações, não seria um custo tão alto para os cofres públicos. Boas ações  dos edis, em prol da coletividade, poderiam valer o que eles recebem. Poucos concordam com essa teoria, mas vamos dar de lambuja de que ela esteja certa. Vamos analisar apenas o que nossos nobres edis recebem a mais, para contratação de assessores e através de uma excrescência chamada “verba indenizatória”, além de verbas de  gabinete. Veremos então que, num mandato de quatro anos, os 21 membros do parlamento municipal vão gastar quase 25 milhões de reais, além de seus salários, que já são muito altos (12 mil reais) e ainda podem saltar para 18 mil. O que por si só já é doentio e absurdo, nesse momento de crise que todos vivemos. Há uma esperança, contudo. Um dos vereadores eleitos, o jovem Luan da TV, avisa que renunciará às verbas indenizatórias e outras extras, mantendo apenas um pequeno número de assessores. Claro que a economia que ele dará aos cofres púbicos, algo em torno de 300 mil reais no ano, pode não significar muito. É apenas simbólica. Mas a Matemática  é imutável. Os cerca de 300 mil reais, em quatro anos, chegarão a 1 milhão e 200 mil reais economizados na legislatura. Vamos sonhar que todos os demais 20 companheiros de Câmara de Luan fizessem o mesmo. Se multiplicaria 1 milhão e 200 mil por 21 e, nos quatro anos, a economia seria de 25 milhões e 200 mil reais, que sobrariam nos cofres do município. O que seria possível fazer de bom para a comunidade, com todo esse dinheiro em 48 meses? Essa resposta, todos sabemos...

O grande mote da iniciativa de Luan, mais do que qualquer coisa, serve para mostrar que o vereador pode fazer um grande trabalho sem extrair tudo o que puder do dinheiro do contribuinte. Luan será chamado de demagogo por muitos dos seus pares, mas o eleitor sem dúvida vai concordar com ele, que, ao menos como promessa, diz que vai tratar a grana dos impostos como trata a sua. Com economia e respeito. É apenas um exemplo, mas já é um começo...

ARI OTT, ATÉ QUE ENFIM!

Finalmente! Alvíssaras, como diziam os mais antigos! A comemoração tem razão de ser. Vários meses depois de eleito como reitor da Unir, o professor doutor Ary Ott finalmente foi confirmado pelo Ministério da Educação. Com apoio de grande parte dos alunos, professores e servidores da Unir, ele era um dos poucos eleitos que até agora não haviam sido nomeados, mesmo com apoio de grande parte da comunidade e de lideranças políticas, como o governador Confúcio Moura e o presidente da Assembleia, deputada Maurão de Carvalho. Ari viaja a Brasília, onde toma posse oficialmente no gabinete do ministro da Educação nesta quinta, dia 24. Terá um mandato de quatro anos e certamente, com a enorme experiência, unida ao apoio do corpo docente e discente da Universidade, conseguirá superar todos os enormes desafios que encontrará. Com a posse de Ari Ott, corrige-se uma injustiça, pela enorme demora na confirmação do seu nome.

ECONOMIA DO CONTRA CHEQUE

Com o pagamento da segunda parcela do 13º salário, no próximo dia 8 e o pagamento de dezembro para o dia 22, o governo rondoniense termina o ano com todos os seus compromissos cumpridos com o funcionalismo. Somando-se aí os vencimentos de novembro, em menos de um mês serão injetados mais de 700 milhões de reais na economia do Estado, apenas da grana paga ao funcionalismo pela turma comandada por Confúcio Moura. Na Capital, a Prefeitura também deve encerrar o ano (e o mandato de Mauro Nazif), pagando o 13º e o salário de dezembro em dia. Falta ver agora a situação dos fornecedores. No Estado, ao menos até agora, eles têm recebido dento da normalidade. Já na Prefeitura, não se sabe se isso vai acontecer, pelo menos no último mês do ano. Mesmo assim, a economia do contra cheque, da qual queríamos nos livrar, é o que vai salvar mais uma vez o Natal de milhares de rondonienses.

ESPECULAÇÕES E APOIOS

A imprensa tem divulgado vários nomes como futuros membros do governo Hildon Chaves, que assume no primeiro dia de janeiro do ano que vem. Até agora, ao menos oficialmente, ele não confirmou nenhum deles. Não desmentiu também. A decisão do prefeito tucano é de convocar a imprensa para apresentar seu grupo de secretários apenas daqui a dez dias, em 1º de dezembro. Como está havendo muita especulação, Hildon pode até antecipar esse anúncio. Se saberá logo. Enquanto isso, o prefeito eleito tem se esmerado em contatos com autoridades de todos os níveis, mas principalmente com representantes da bancada federal. Quer contar com os oito deputados federais e os três senadores, para tocar em frente seus projetos para a cidade. Hildon é ainda uma grande esperança. Porto Velho torce para que ele consiga fazer tudo o que prometeu na campanha.

INVERSÃO TOTAL

Triste, lamentável, tenebroso  e muitos outros tristes adjetivos para comentar o caso dos quatro policiais mortos no Rio de Janeiro, depois que o helicóptero em que eles estavam, caiu perto da Cidade de Deus. As mortes já mereceriam luto oficial no País por vários dias e editoriais da grande imprensa, homenageando esses homens que defendem aqueles a quem o crime organizado e os bandidos decretaram guerra: os pobres brasileiros indefesos. Não foi o que se viu. A Rede Globo, como  sempre, tratou a morte dos militares como algo normal. Só faltou fazer um editorial pedindo desculpas aos bandidos porque o helicóptero caído causou susto na comunidade dominada pelo crime. Pior ainda foi a reação de muitas pessoas: ao invés de lamentarem, comemoraram a morte dos PMs. Uma tristeza, nesse país de inversão de valores e onde bandidos são tratados como gente de bem. Horrível!

DISCURSO DE CAMPANHA

Falta postos de saúde. Praças abandonadas. Ruas em péssimo estado. Uma creche que está em obras há quatro anos, mas que ninguém sabe se um dia abrirá suas portas para receber crianças. Esse triste quadro é o retrato do bairro Lagoinha, em Porto Velho, onde parece que a população escolheu uma área azarada para morar. Claro que  não tem nada a ver com azar. Tem a ver com falta de respeito, de comprometimento e cumprimento de promessas feitas pelo Poder Público. O quadro é o mesmo de sempre: durante as campanhas políticas, promessas sem fim, na caça ao voto dos pobres e esperançosos moradores. Depois da eleição, é como se nada do que foi dito nos palanques e nas reuniões com os moradores, não passasse de brincadeira e pegadinhas, só pra enganar trouxa. A verdade é que, como o Lagoinha, muitos bairros da Capital estão abandonados

PERGUNTINHA

Será que depois da demonstração de mau caratismo, malandragem e amor apenas às causas próprias, não seria correto o Presidente Temer dar um pontapé no traseiro do seu ministro Gedel Vieira?

 

Fonte: Sergio Pires

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