juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – negou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Moro nega pedido da defesa de Lula para suspender interrogatórios de processo da Operação Lava Jato

juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – negou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para suspender os interrogatórios do processo que envolve a compra de um terreno para a construção da nova sede do Instituto Lula e um imóvel vizinho ao apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo.


O petista é réu nesta ação penal, respondendo pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O depoimento do ex-presidente está marcado para o dia 13 de setembro, em Curitiba.


Os advogados de Lula alegaram que queriam mais tempo para analisar documentos juntados pelo Ministério Público Federal (MPF) e também para produzir novas provas. O despacho do juiz é desta segunda-feira (4).

 

O juiz justificou motivos para que os interrogatórios sejam mantidos: "Rigorosamente, vários dos questionamentos da defesa quanto aos documentos juntados pelo MPF e pela defesa de Marcelo Bahia Odebrecht poderão ser formulados aos acusados em seus interrogatórios, sendo a manutenção das oitivas também úteis por esse motivo".
Primeiro interrogatório


Sérgio Moro começa a ouvir, nesta tarde, os réus desta ação penal, entre eles, o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht. Ele está preso na carceragem da Polícia Federal (PF), na capital paranaense.
Também devem ser ouvidos os réus Demerval de Souza Gusmão Filho, que é dono da empresa DAG Construtora, e Paulo Ricardo Baqueiro de Melo, que é ligado à Odebrecht.


O processo


Lula foi denunciado neste caso em 15 dezembro de 2016, e o juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia quatro dias depois. Segundo o MPF, a Construtora Norberto Odebrecht pagou R$ 12.422.000 pelo terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula. Esta obra não foi executada.

 

 

A denúncia afirma também que Lula recebeu, como vantagem indevida, a cobertura vizinha à residência onde vive. De acordo com o MPF, foram usados R$ 504 mil para a compra do imóvel.
Ainda conforme a força-tarefa, este segundo apartamento foi adquirido no nome de Glaucos da Costamarques, que teria atuado como testa de ferro de Lula. Os procuradores afirmam que, na tentativa de dissimular a real propriedade do apartamento, Marisa Letícia chegou a assinar contrato fictício de locação com Glaucos da Costamarques.

Fonte: G1

Comentários: