Proposta das Unisps é unir polícias militar, civil e bombeiros em um mesmo lugar. Atual delegacia da polícia civil tem problemas de estrutura e espaço.

Construção da Unisp de Buritis está parada enquanto PM funciona em prédio alugado

Ariquemes,RO - A construção do prédio de uma Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) em Buritis (RO), no Vale do Jamari, está parada e tomada por mato. A obra era orçada inicialmente em R$ 1,5 milhão e não tem data para ser entregue.

A construção fica localizada na Avenida Porto Velho, ao lado do prédio onde funciona a atual delegacia. Enquanto a construção está parada, os servidores da delegacia da cidade trabalham em um prédio com falta de estrutura e espaço para abrigar o número de servidores necessários na delegacia.

O prédio tem problemas na parte elétrica, vidros quebrados, celas sem banheiro e até goteiras em dias de chuva, de acordo com os servidores.

Os veículos apreendidos, por exemplo, ficam na calçada do prédio. Outro problema é a falta de conforto para quem aguarda o registro de ocorrências.

A Polícia Militar (PM) seria outra beneficiada com a inauguração da nova Unisp, pois atualmente a corporação ocupa um prédio alugado. Se a unidade estivesse funcionando, os militares teriam maior facilidade em registrar os crimes e repassá-los à Polícia Civil.

A proposta da Unisp, segundo o governo, é unir em um mesmo local a PM, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros para com a integração, executar um serviço de maior qualidade na área de segurança pública.

O delegado Lucas Torres, da Polícia Civil em Buritis, lamenta que a obra que deveria melhorar o atendimento à população esteja paralisada. “É desestimulante ver essa obra que nos daria melhores condições de trabalho abandonada. Os servidores precisam de um local digno para trabalhar e a população de um local adequado para ser atendida”, aponta.

A secretária Valdirene Aparecida trabalha próxima da Unisp e diz que a obra parada é “uma falta de respeito com o dinheiro público”. “Infelizmente é nós que pagamos por essa irresponsabilidade”, critica ela.

De acordo com servidores da Polícia Civil, a construção está parada há cerca de 2 anos. Segundo a Secretaria de Orçamento, Planejamento e Gestão (Sepog), o projeto da obra está em fase de ajuste para nova licitação. A ordem de serviço para a realização dos ajustes foi dada no início de julho e a empresa tem dois meses para concluir o serviço. O G1 indagou sobre a previsão de conclusão da obra e o custo total, porém não teve resposta.

De acordo com servidores da Polícia Civil, a construção está parada há cerca de 2 anos. (Foto: Diêgo Holanda/G1)

Fonte: G1/RO

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